Quem sou
admin 15. March 2008
Olá, eu sou Marcelo Oliveira, 32 anos, natural de Porto Alegre, RS, e desde 1995 resido em Munique, Alemanha.
Alemanha
Desde pequeno, sempre tive uma fascinação por este país. Meu sonho era estudar Física (no Brasil) e fazer um doutorado no Instituto Max-Planck de Garching. :-) O sonho do curso de Física durou 2 anos, até que acabei trancando a matrícula e vindo para a Alemanha alguns anos antes do planejado.
Chegando aqui, ainda meio “perdido”, logo me matriculei em um curso de Alemão. Afinal, eu mal sabia falar “Hallo”, “Wie geht’s?” e “Tschüß”. :-) Só com o passar dos meses é que descobri que nem o segundo grau brasileiro nem as minhas cadeiras da graduação me ajudariam: Teria que cursar uma espécie de supletivo para extrangeiros (Studienkolleg) um ano, para depois então poder ingressar na faculdade aqui. Apesar da decepção inicial, meu espírito lutador falou mais alto e resolvi enfrentar a parada. Resumindo a jornada de vários anos em três linhas: fiz a tal equivalência de segundo grau, entrei na universidade e em 2005 me formei em Alemão como Língua Extrangeira (algo como Letras no Brasil), Informática e Comunicação Intercultural.
Aqui na Alemanha você encontra geralmente dois tipos de brasileiros: Aqueles que odeiam o Brasil e acham tudo aqui melhor, e aqueles que odeiam a Alemanha e acham tudo aqui pior. Bom, desnecessário dizer que não pertenço a nenhum dos dois grupos. Sei reconhecer os lados bons assim como os ruins dos dois países. Hoje tenho dupla nacionalidade, gosto de viver aqui, mas isso não significa que pretendo passar o resto da minha vida neste país.
Computadores
Desde mais ou menos os 12 anos de idade sempre tive um contato intenso com computadores. Tudo começou com o poderosíssimo TK95, com 48 kB (!!!) de memória RAM e armazenamento de dados em fitas cassete. Depois vei o Itautec 286 do trabalho, onde aprendi muuuito! (Valeu, Sotero!) ;-) Até então, só na linha de comando do MS-DOS 3.0. A primeira experiência com Windows veio com meu primeiro 386 SX, com uma memória já de 32 MB (ou eram só 16?).
Foi também nessa época (meados de 1991) que tive meu primeiro contato com a Internet, que na época ainda era muito pouco conhecida, e era definida como o aglomerado de várias outras “nets”: BITNET, DECnet, uucp, Compuserve, …, e claro Arpanet (precursora da Internet). Até hoje não esqueço das inúmeras noitadas explorando newsgroups e sites de telnet e ftp, jogando MUDs e conhecendo gente do mundo inteiro pelo talk (obviamente depois de ter dado um finger no site). Internet gráfica nem pensar: o acesso era feito via modem (2400 bps, uma lerdeza total) e o sistema operacional o VMS.
Menção honrosa aqui merecem as BBS, mundo do qual fiz parte de 1993 a 1995. Fui SysOp da Headbanger BBS, fazia parte da MasterNET (ao meu ver a melhor rede de todas), SyncNET, e cheguei até a ser NC (Network Coordinator) da FidoNet, então a maior rede mundial de BBS.
O mundo Apple só vim conhecer aqui na Alemanha, onde trabalhei com vários Power Macintosh G3. Hoje meu computador predileto é um MacBook preto com processador Intel de 2 GHz. Além disso, tenho ainda experiência com Linux e com o falecido OS/2 Warp da IBM.
Línguas
Inglês comecei na 5a série aos 10 anos; além da escola também freqüentava o Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano. Ainda na escola não só aprendi como também aprendi a gostar do Espanhol. Mas só mesmo ao aprender a terceira língua extrangeira é que fui me dar conta de que estudar outras línguas era como um hobby pra mim. Depois do Alemão veio o Russo, seguido de várias visitar à Rússia e à Ucrânia. Também estudei um ano e meio de Holandês (para quem já fala Alemão a língua é bem fácil de aprender), e depois da minha visita a Israel estudei também um ano de Hebraico. Que infelizmente esqueci, por não ter com quem falar e praticar. Só pra completar, no supletivo daqui tive que aprender meio ano de Latim, e em 2007 dei uma refrescada no meu Francês. Ainda tenho vontade de aprender Japonês, que até comecei, mas logo depois parei por falta de tempo na época.
Podcasting
Lendo o blog de um amigo ouvi falar pela primeira vez sobre podcasting. Aí descobri o Código Livre, Gui Leite e mais algumas pérolas americanas e alemãs. Não durou muito e lá estava eu com meu próprio programa, o podcast do Projeto Fritzlândia. Eu até já tinha criado um blog para compartilhar minhas experiências aqui na Alemanha com meus amigos e – por que não – com os internautas em geral. Aí surgiu o lance dos podcasts e eu embarquei direto nessa mídia. Comecei aos poucos, devagar e sempre, e mais rápido do que eu esperava recebi o reconhecimento do meu trabalho: O episódio mais ouvido até hoje tem mais de 11.000 downloads, os outros variam entre 1.000 e 3.500. E (essa eu nunca vou esquecer) o Alexandre Sena (jornalista de Brasília, DF) disse no seu podcast que eu lembrava os correspondentes extrangeiros Lucas Mendes e Sílio Boccanera. É mole? ;-) (Bem, isso era nos “velhos bons tempos” do podcast…)
Depois do 18o episódio infelizmente fiz uma pausa forçada com o programa, pois não tinha mais tempo mesmo para produzi-lo. Foi nesta mesma época que vários podcasts acabaram sumindo. Mas “o bom filho sempre à casa torna”, e atualmente o Projeto Fritzlândia está de volta! Não mais semanalmente como no início. Mas volta e meia coloco um podcast ou videocast no ar sobre um assunto diferente, sempre contando o que está rolando aqui na Alemanha e na Europa em geral.
Sintam-se em casa no site e escutem o podcast. Espero que gostem!
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